segunda-feira, 28 de março de 2011

VOCÊ QUE ME LÊ...




Alma sensível

Tem vc que me lê

Lendo Poesia

De modo aprazível



Fico inquieta

O que lhe dizer?

Como a leitura

Tornar-lhe um prazer?



Tanto a falar

Tanto a dizer

O que mais quero?

Agradar a você...



Através da Poesia

Vida torna magia

Palavras nos tocam...

Por vezes nos chocam



Almas boas

Até choram

Sentimentos puros

Palavras afloram



E você que me lê

Entende o porque

Da palavra esculpida

 Que alma cativa?



Para que entender?

Se basta só ler?

Não tentar compreender

Qual sentido e prazer?



Você que me lê

E me dá atenção

Proporciona prazer

De tal dimensão...



Impossível dizer

A você que me lê

A tamanha alegria

Tê-lo leitor por um dia...

MASCARADOS



Pobres mascarados

Com certeza enganados

Pela vida são furtados

Do sonho almejado

*
Seres mascarados

Sentimento enganado

Ser destemperado

Sentido...exasperado

*
Homens mascarados

São tolos, exagerados

Um consolo exacerbado

Do pretenso é despojado

*

Rostos mascarados

Pelo tempo são marcados

Perde o eterno desejado

Tem bom senso calejado

*

Espírito mascarado

É frágil, destroçado

Temeroso e velado

Pela força é tombado


domingo, 27 de março de 2011

EU QUERIA...




Eu queria...

Me entregar sem pudor

A folia momesca

Lançar-me sem rumo

Em fantasia nabesca



Eu queria...

Seguir pela vida

Sem plumo ou censura

Vivendo em paixão

A Vida se cura



Eu queria...

Ser intensa e febril

Mesmo má e até vil

Matar de uma vez

A tola servil



Eu queria...

Libertar-me de vez

Não ser mais infantil

Lidar com a vida

De forma sutil



Eu queria...

Fartar-me de glória

Ao lutar com afã

Alcançar a vitória

Re-escrever minha história



Eu queria enfim...

Dar a mágoa vazão

E viver com paixão

Saboreando a vida

Enganando a razão

NÃO TE CONTEI?



Não te contei?

Se passaram semanas

E em ti não pensei

Surpresa fiquei

De ti, nem lembrei...



Outrora presente

Agora ausente

Sentimento febril

Se despede sutil

Adeus, amante gentil



Me pego calada

Lembrança gelada

Em nada me lembra

Semente almejada

Agora finda,  memória selada



O Pranto?

Para trás eu deixei

A Alegria?

Para mim a busquei

Me despeço, deste amor que tentei



Escuta...

Não te contei?

Não mais te pertenço

E livre...

No passado repenso



Quão tola

Me comportei

Tão juvenil

Eu me tornei

Revendo, até duvidei

Mas a vida

Tem desses deslizes

Crer em tolices

Que por vezes me dizes

Afinal, somos só aprendizes



O Passado?

Se despede afinal

O que eu sentia?

Nem resta sinal

Apartou-se de mim este mal...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Momento...



Sufoque por dentro nefasto tormento
Que a Vida não passa de Eterno Momento...
Juntos, unidos, um só Pensamento...
Joguemos ao alto, esperanças ao vento...


Por mais que não entendas o intento
Confia e se entregue ao alento
Se insistes em não confiar
Nada resta é sentar e esperar

Minha fala te soa em lamúria?
Pesa-te acaso uma injúria?
Te soa um simples murmúrio?
Ou abriga um torpe perjúrio?

 Sobre ti debruça o presságio
Destino determinado é bem ágil
Não te afliges, reserva seu tempo
Faz da Vida, um tenro momento


Aparta de ti sofrimento
Das dores da Vida te isento
Destino tão fráfil e intenso
Com este não entro em consenso

 

Vida passa por mim a sublimar
Desisto, não quero chorar
Alegria me busco por dentro
Felicidade quero a todo momento...





Dilean...


Pela vida, ao amor se entrega em afã  
Dos bons sentimentos és a anfritiã...
No peito sensível, uma mágoa sentida
Suave amiga, esperança infinda...

Palavras tão doces a pronunciar
Acalento aos amigos a propiciar
Seu encanto secreto é sempre amar
Por completo a vida, destino a passar

Teu nome em sussurro o vento a soprar
Deus abençoa ao teu suplicar
Dilean é aquela que não teme dilema
Seguir forte e em frente é sempre teu lema

Pessoa em respeito, és sempre lembrada
Não temas ou duvides, és muito amada
Mulher de valor, recebida em clamor
Amiga querida, teu nome é Amor...


Para a Amiga Dilean,
estes textos não estão a sua altura, 
mas vieram do coração...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

QUEM PENSAS QUE É?


Que pensa afinal o "senhor"?
Que acaso faz-me um favor?
Disponibiliza qual migalhas o "amor"
Como a sacrifício se fosse dispor...
*
Tal ato só desperta rancor
Esfria por completo o ardor
Pensas que o que sinto é só dor?
Coração aos saltos e clamor?
*
Quem pensas de fato que és?
Um Principe ou algo afim?
Flexa da revolta desperta em mim...
Fazer-te especial mais do que é
*
Pelo que me tomas? Uma tal ou qualquer?
Ah...como isso abala minha fé
Homem perfeito, de certo não é...
É simples, comum, hoje penso um qualquer...
*
Te pensava um gentil cavalheiro
Que sob a pele de lobo faceiro
Escondia um dócil carneiro
Mas qual...não és nenhum lobo, és tão somente um bobo...
*
Só tolo despreza quem sincera lhe amava
Ao menos assim eu mesma pensava
Tu se apega quem a ti só instiga
Prefere ao amor, uma simples fadiga...
*
Mas tenho a lhe agradecer
Estou livre do outrora, teu julgo e poder
Busco alegria e não mais sofrer
Compromisso que faço ao me prometer
*
Não mereces a minha atenção
Muito menos ceder-lhe afeição
Dois caminhos se separam infindos então
Bruma de lembrança...e perdida ilusão...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

TALENTO



Dedico ao Amigo JONFIL


Não tem quem ao talento resista
Portanto, cultivas Alma de Artista
Se outrora de ti duvidavas
Agora de certo aclamavas

Tal dom só tras alegrias
Ao longe tristeza sentias
Esta é a Arte que tens
E esta, fazes tão bem

Não questiona dom natural
De certo este é original
Não o embale em falsa modéstia
A verdade, o talento lhe empresta

Tão forte é a tua expressão
Forte marcas total impressão
É fala de amiga, pensarias então...
Mas qual...é sincera a opinião

Que esperas a lançar-te a Arte meu amigo?
Não confias por acaso no que digo?
Não vês que teu dom faz todo sentido?
Que Paz e Alegria caminham contigo?

Não te contentas com migalhas então
Brinda-nos com Arte e Talento em fusão
Que este nos sirva de alento
Que teu dom, nos seja alimento

A beleza de tuas linhas coloridas
Fazem esquecer das fases doloridas
Criatividade independente da idade...
Sua Arte, só nos dá Felicidade...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

NADA SEI...



















Quanto mais aprendo com a vida
Mais percebo, me encontro ferida
Quando aprender com a mesma pensei
Aprendi enfim nada sei

Quanto mais espero dos outros
Percebo...recebo tão pouco
Quanto mais quero tentar
Mais louca tendo a ficar...

Penso que sei e em verdade não sei
Penso que por nada em troca me dei
Fico a pensar no que me tornei
Pessoa amarga, da vida cansei...

Quantos espaços eu quis conquistar
Quanto mais tento, mais fico a esperar
Almejo as esferas poder alcançar
De tudo e o melhor poder desfrutar...

Quando reflito, vejo nada tentei
Ou tentando, eu só fracassei
Ah esta espera, tortuosa e sincera
Bem faz aquele, pelo destino espera

Tempo me trás a vivência final
Dos céus eu espero derradeiro sinal
Me pergunto intrigada, quem sou eu afinal?
Dúvida que dói, na entrega total

O jeito que sou, eu mesma formei
Agrade ou não é natureza enfim
Como sinto em mim, eu mesma domei
Malvada ou Bondosa ou tal coisa afim

Por que se afliges tão dentro de mim?
Coração oprimido, no peito sentido
Atordoa o tempo até hoje vivido
Renegas a Sina a ti ressentido...

A vida é repleta de diversos "senãos"
Trabalho, Família ou eterna Paixão
Eu suplico por pecados um divino perdão
Mas como saber o que é pecado então?

A certeza é navalha que corta a ilusão
Realidade, água fria na doce paixão
A verdade suplanta a mais doce entrega
O bom senso se achega e ao desejo se nega

Desejo da carne ou da mente somente
Suspiro e lanço a semente
Face erguida, lanço um desafio
Por instinto, na Vida vagueio e me guio

Anos passados, conhecimento roubado
Humano é aquele algum dia tentando
Tanto aprendido, mas nunca seguido
O saber é destino somente de ungido...

Quanto mais asc pessoas penso entender
Percebo destas...nada mesmo saber
Convicta, amigos penso ter...
Decepção...não consigo conter...

Da vida aprendi, enfim, nada sei
Será que senti e só discórdia ceifei?
Certa concluo que visada é
Quem na VERDADE calca sua fé...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A POETISA




Poetisa com palavra enebria

Noite escura transforma em dia
Aquece a tarde mais fria
Afasta tristeza sombria...

No papel, o dom, semelhança
Lindas palavras lhe lança
Sensíveis poemas alcança
Qual riso de uma criança

Semeias o sonho e espera
Absorta em teu dom que impera
Escreves e brotas sincera
No tom de palavra singela.

Os sonhos transforma em verdade
Tal beleza nos trás só saudade
Não importa nem mesmo a idade
Poesia é compor Liberdade..

Florir faz a Rosa no Inverno
Teu Dom é suave e interno
Ao le-lo não mais me consterno
Poema é Arte..é Eterno...


O AMANTE

Esta Poesia foi feita para um POETA do qual adorei o BLOG, espero que ele goste...

Dia 22 de Setembro -  DIA DO AMANTE


 
Um Amante nem sempre sacia

Instiga, provoca, vicia...
Por vezes do nada surgia
Mas chama por dentro se erguia


Teu toque, minha pele arrepia
Liberta paixão que sentia
Provocante a seguir prosseguia
Perder lucidez conseguia


O Amante se prova perfeito
Distante, não existe defeito
Presente, amor já desfeito
Por hora, aceito teu pleito


Um fogo, por dentro inflama
É Você que meu corpo reclama
A ânsia que plena te chama
Desejo que tenso te ama...


Da boca suplico teu beijo
Embate de corpos prevejo
Sentir tua força desejo
Meu corpo e o teu eu revejo

Vem meu amor por inteiro
Se entrega, se diverte fagueiro
Desfruta quem ardente te veio
Encosta a cabeça em meu seio...
Desperta com fogo a paixão
Faz de ti prostar-me diante no chão
Em Ode a ti fogueia a minha atenção
Vem, pega nas mãos o meu coração
 



sábado, 14 de agosto de 2010

ILUSÃO

Ilusão há pouco perdida
Que passa por mim, já sem vida
Uma farsa nem mesmo vivida
Intensão até então reprimida

Intento impetuoso ao vento
Sem dor ou até sentimento
Um logro, o qual mesmo me tento
Frágil, não resisti ao tempo



Ilusão vazia e sem viço
Amor que eu pensava?Só vício
Ilusão me punha a serviço
De testar este eterno feitiço

O desejo, era só modelado
Não esteve de fato ao meu lado
Era um ser, só idealizado
Que eu queria amar em pecado



Ele mesmo destroçou Ilusão
Ao pensar que era forte a Paixão
Mas qual, me convenço então
É um brincar com você coração......

A ânsia eu deixo de lado
O "amor", já se encontra gelado
Endurecido no peito calado
Desejo, findo...selado


 Como pude me enganar tanto tempo?
Como pude entregar-me ao momento?
Como dar a Ilusão tal sustento?
E o bom senso, burlar a contento?

Ele mesmo surpreso ficava
Ao ouvir a Ilusão que eu contava
Por isso o acerto adiava
Sabia, a Ilusão não vingava....



O querer?Não mais o sentia
Descobri!A mim mesma mentia
Desisti do amor que judia
Daquele que eu sempre fugia

Do que eu reclamo então?
Meu próprio desejo me chama a razão...
Foge do constante senão
Abandona de vez a Ilusão...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

VENCER


A Vitória é em verdade meu amor
O Sucesso, um desejo sem dor
Vencer, muito mais que prazer
Mais que mesmo, desejar você

Vencer é mais que um sonho
É obsessão, a qual mesmo me imponho
Conseguir é mais que tentar
É sossego enfim alcançar

Vencer não é só almejar
É lutar, insistir, conquistar
Felicidade enlaçada a Vitória
Ao vencer, se descansa na Glória

Se duvidas, não tema, INSISTA
Que a sensação de vencer, lhe persista
Pois Tesouro mais caro é o qual
Que conquistas por si afinal...








FASES


 Fase que vem
Fase que vai
O tempo passa
Não quero mais

Penso que sim
Penso que não
Se não me decido
Desisto então



 
Desejo esquecido
Parece contido
Reflito melhor
Esquecer eu consigo

 Tempêro de espera
A Fase se quebra
Amor desenhado
Perdeu-se ao acaso



Fase que foi
Fase que é
Libertas a mente
Apegue-se a Fé


Homem sequer
Entende a mulher
Fogueia e vaga
A chama se apaga



Tênue centelha
Instigada incendeia
Descaso e acaso
A Desencadeia

Fase de Paixão tão incontida
Pulsava eterna e sempre escondida
Na fase de agora?Se encontra vencida
Na fase que chega, sem  mais, esquecida...