sábado, 28 de maio de 2011

ENGANO



Um Amor por engano
Um ultraje, abandono
Um Amor cheio de ardil
Em nada se mostra gentil

Minha entrega era plena e total
Há tempos não sentia igual
Mas tola fui mal conduzida
Pelo engodo fui então seduzida

Lamento perder tanta energia
Por quem mal sequer conhecia
Um tolo ornado e arrogante
No amor, um real ignorante

Só ama própria imagem no espelho
Tem medo da pureza ou desejo
Não é forte...é frágil e perdido
Outrora amor, segue morto ou ferido

Foi um erro, um impulso insano
Dar amor, ao errado, ao engano
Amar poço de arrogante vaidade
Incapaz de me doar felicidade

quarta-feira, 13 de abril de 2011

As 11 Rosas



Flor Brejeira que floreia
A maldade lhe ceifou
Sem dó nem piedade
Breve vida lhe tirou

Mazela em fé é aquela
Que mal diz zelosa fera
Que transforma adoração
Em desprezível maldição

11 rosas em botão
Suave voz no coração
Todas em tão tenra idade
Sucumbem ao peso da maldade

Ao partir deixa saudade
Todos choram em Igualdade
Um soluço na garganta
Felicidade sempre espanta

Perto a fera se escondia
O Inocente não sabia
Não via sombra da maldade
Que traria só saudade

Fera em ódio corroeu
Mais um indefeso se abateu
Tarde o herói lhes socorreu
E um fim trágico se deu

Este Abril marcou a história
Não se apaga da memória
Um dia banhado em sangue
A Paz se faz distante...


sexta-feira, 1 de abril de 2011

POESIA DAS HORAS





                       Por sinuosos segundos, o dia caminha                       

Mais tarde se achega, quem mais se estima

Sentado no alpendre, a lua se fita

Pare, admire, te peço, reflita



Reflita a Vida, que como o ar se esvai

Os segundos que passam, não retornam jamais

No compasso do tempo, marcas se afloram

No balanço das horas, minuto se vai



Urge o dia, em sutil agonia

Aproveita teu tempo, em total sintonia

Que a Natureza suplica, a ti todo dia

Que prezes a vida, que lhe concedia



Nas manhãs, estou plena e sobra energia

Esta logo decai, ao longo do dia

Por dor ou tarefa que a ti se impingia

Sábio é aquele que a vida vigia



Folgo saber que não vens a passeio

Pois este era mesmo, meu pleno receio

Tolo é aquele, se mantém sempre alheio

Do aviso, das horas, tempo em tanto anseio



O sorriso do sol, banha todo meu corpo

A este me entrego, em sono e conforto

Brisa morna acalenta meu breve descanso

Reluto ao retorno do doce remanso



A tarde se deita sobre a manhã que se finda

Vem o pôr-do-sol, que paisagem mais linda

No compasso das horas, a tarde se esgueira

A noite nos cobre, com manto de estrelas



Um dia a mais se despede, para amanhã retornar

Quando o dia raiar, vou a vida brindar

A mente alegrar, o coração aquietar

Não há mais lugar para a amargura ficar































































quinta-feira, 31 de março de 2011

FEITIÇO



Este doce feitiço, lhe impõe sacrifício

Te cega, te atiça, enfim, te enfeitiça

Sucumbes ao trato que o mago lhe dá

Alma tacanha, com medo se acanha



Anseias a força do corpo viril

Nem mesmo lembra, como este a feriu

Feriu as entranhas, perdes-te a razão

Perversa atração, trouxe só solidão


Escrava que estavas da própria entrega

Não ouves, não vê, ao bom senso se nega

Tal como menina, se deixa enganar

Dando-se ao luxo, de deixar-se levar...

 


De que adianta o constante pesar?

Nada podes fazer ou o passado mudar

O feito está feito, não há o que repensar

Só lhe resta aceitar e a lembrança matar



O Feitiço lançado, foi por puro capricho

Que nada pretende, era só vaidade

Semente maldita e tu sentes saudade...

Porque te consomes por tanta maldade?



Entregou-se a volúpia, tão tênue qual chama

Que esperas afinal e do que tanto reclama?

Que espera obter, deste ser baixo e vil?

No fundo sabias, era tudo um ardil...



Presa estás, não mais ao que sentia

Prisão tu tecia, enquanto se arrependia

Lamento furtivo de todo ocorrido

Isso bem fundo, lhe tem corroído


O passado, presente, tão dolorido

Sombra que paira, ronda dia corrido

Veneno que corre dentro de mim

Para o qual não consigo, nenhum elixir


Persisto, anseio quebrar o feitiço

Com rezas ou mesmo com julgo catiço

Livrar-me da cisma interna que queima

Adestrar coração que por dentro só teima





terça-feira, 29 de março de 2011

VIDA, VIDA MINHA




Vida, vida enfim

Se finda dentro mim?

Ou dá-me outra escolha

Qual folha ao vento, sem solo, sem fim?


Vida que vem, vida que vai

Sem trilhas, esta só se esvai...

Vida sem tino

Enfim desanimo


Vida que cai

Vida que sai

Vida tão lenta

À mim violenta



Vida sem pressa

Temor nela impressa

Vida sem rumo

Em busca de um plumo


Vida nefasta

O bom se afasta

Vida de espera

O tempo tempera


Vida sem brilho

Fica fora do trilho

A Vida se esqueira

No abismo uma beira


Vida sem sonho

Vida sem sono

Vida que oprime

Se instala e deprime


Vida, que busca sucesso

Vitória...enfim me despeço

Vida que tanto anseio

Vida que cai por inteiro


Vida que está sem amor

Sem amor é Vida de dor

Vida com dor trás temor

E murcha qual uma flor


Vida que vem e intriga

Vida não mais me instiga

Fracasso parece o Destino

Sofro e me sinto sozinho...


Vida que vem e açoita

Para atrás deixou a afoita

Vida de fel me convenço

Vida que tento e não venço


Vida que vem sem alento

De amigos, fugidio contento

Vida que mata por dentro

Vida que trouxe tormento...


Poesia original datada de 26/06/2010

segunda-feira, 28 de março de 2011

VOCÊ QUE ME LÊ...




Alma sensível

Tem vc que me lê

Lendo Poesia

De modo aprazível



Fico inquieta

O que lhe dizer?

Como a leitura

Tornar-lhe um prazer?



Tanto a falar

Tanto a dizer

O que mais quero?

Agradar a você...



Através da Poesia

Vida torna magia

Palavras nos tocam...

Por vezes nos chocam



Almas boas

Até choram

Sentimentos puros

Palavras afloram



E você que me lê

Entende o porque

Da palavra esculpida

 Que alma cativa?



Para que entender?

Se basta só ler?

Não tentar compreender

Qual sentido e prazer?



Você que me lê

E me dá atenção

Proporciona prazer

De tal dimensão...



Impossível dizer

A você que me lê

A tamanha alegria

Tê-lo leitor por um dia...

MASCARADOS



Pobres mascarados

Com certeza enganados

Pela vida são furtados

Do sonho almejado

*
Seres mascarados

Sentimento enganado

Ser destemperado

Sentido...exasperado

*
Homens mascarados

São tolos, exagerados

Um consolo exacerbado

Do pretenso é despojado

*

Rostos mascarados

Pelo tempo são marcados

Perde o eterno desejado

Tem bom senso calejado

*

Espírito mascarado

É frágil, destroçado

Temeroso e velado

Pela força é tombado


domingo, 27 de março de 2011

EU QUERIA...




Eu queria...

Me entregar sem pudor

A folia momesca

Lançar-me sem rumo

Em fantasia nabesca



Eu queria...

Seguir pela vida

Sem plumo ou censura

Vivendo em paixão

A Vida se cura



Eu queria...

Ser intensa e febril

Mesmo má e até vil

Matar de uma vez

A tola servil



Eu queria...

Libertar-me de vez

Não ser mais infantil

Lidar com a vida

De forma sutil



Eu queria...

Fartar-me de glória

Ao lutar com afã

Alcançar a vitória

Re-escrever minha história



Eu queria enfim...

Dar a mágoa vazão

E viver com paixão

Saboreando a vida

Enganando a razão

NÃO TE CONTEI?



Não te contei?

Se passaram semanas

E em ti não pensei

Surpresa fiquei

De ti, nem lembrei...



Outrora presente

Agora ausente

Sentimento febril

Se despede sutil

Adeus, amante gentil



Me pego calada

Lembrança gelada

Em nada me lembra

Semente almejada

Agora finda,  memória selada



O Pranto?

Para trás eu deixei

A Alegria?

Para mim a busquei

Me despeço, deste amor que tentei



Escuta...

Não te contei?

Não mais te pertenço

E livre...

No passado repenso



Quão tola

Me comportei

Tão juvenil

Eu me tornei

Revendo, até duvidei

Mas a vida

Tem desses deslizes

Crer em tolices

Que por vezes me dizes

Afinal, somos só aprendizes



O Passado?

Se despede afinal

O que eu sentia?

Nem resta sinal

Apartou-se de mim este mal...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Momento...



Sufoque por dentro nefasto tormento
Que a Vida não passa de Eterno Momento...
Juntos, unidos, um só Pensamento...
Joguemos ao alto, esperanças ao vento...


Por mais que não entendas o intento
Confia e se entregue ao alento
Se insistes em não confiar
Nada resta é sentar e esperar

Minha fala te soa em lamúria?
Pesa-te acaso uma injúria?
Te soa um simples murmúrio?
Ou abriga um torpe perjúrio?

 Sobre ti debruça o presságio
Destino determinado é bem ágil
Não te afliges, reserva seu tempo
Faz da Vida, um tenro momento


Aparta de ti sofrimento
Das dores da Vida te isento
Destino tão fráfil e intenso
Com este não entro em consenso

 

Vida passa por mim a sublimar
Desisto, não quero chorar
Alegria me busco por dentro
Felicidade quero a todo momento...





Dilean...


Pela vida, ao amor se entrega em afã  
Dos bons sentimentos és a anfritiã...
No peito sensível, uma mágoa sentida
Suave amiga, esperança infinda...

Palavras tão doces a pronunciar
Acalento aos amigos a propiciar
Seu encanto secreto é sempre amar
Por completo a vida, destino a passar

Teu nome em sussurro o vento a soprar
Deus abençoa ao teu suplicar
Dilean é aquela que não teme dilema
Seguir forte e em frente é sempre teu lema

Pessoa em respeito, és sempre lembrada
Não temas ou duvides, és muito amada
Mulher de valor, recebida em clamor
Amiga querida, teu nome é Amor...


Para a Amiga Dilean,
estes textos não estão a sua altura, 
mas vieram do coração...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

QUEM PENSAS QUE É?


Que pensa afinal o "senhor"?
Que acaso faz-me um favor?
Disponibiliza qual migalhas o "amor"
Como a sacrifício se fosse dispor...
*
Tal ato só desperta rancor
Esfria por completo o ardor
Pensas que o que sinto é só dor?
Coração aos saltos e clamor?
*
Quem pensas de fato que és?
Um Principe ou algo afim?
Flexa da revolta desperta em mim...
Fazer-te especial mais do que é
*
Pelo que me tomas? Uma tal ou qualquer?
Ah...como isso abala minha fé
Homem perfeito, de certo não é...
É simples, comum, hoje penso um qualquer...
*
Te pensava um gentil cavalheiro
Que sob a pele de lobo faceiro
Escondia um dócil carneiro
Mas qual...não és nenhum lobo, és tão somente um bobo...
*
Só tolo despreza quem sincera lhe amava
Ao menos assim eu mesma pensava
Tu se apega quem a ti só instiga
Prefere ao amor, uma simples fadiga...
*
Mas tenho a lhe agradecer
Estou livre do outrora, teu julgo e poder
Busco alegria e não mais sofrer
Compromisso que faço ao me prometer
*
Não mereces a minha atenção
Muito menos ceder-lhe afeição
Dois caminhos se separam infindos então
Bruma de lembrança...e perdida ilusão...